Vivemos uma época de profundas mudanças sociais. O papel de cada membro numa família tem se transformado pelas demandas da vida moderna. Isso tudo tem alterado e ampliado muito as funções da mulher dentro e fora do lar.
A mulher hoje parece querer abraçar o mundo. Lota-se de afazeres e compromissos, esperando atingir nada menos do que a perfeição em cada detalhe. Ao cuidar da casa, sobrecarrega-se com obrigações sem fim. Tudo tem que estar limpo e arrumado para que ninguém “repare na bagunça”. Quando termina a última tarefa já volta de novo para a primeira. Algumas contam com a ajuda de uma empregada, mas elas nunca fazem as coisas como deveriam, não é?
Sem falar no cuidado com os filhos, alimentação, saúde, roupa e escola que envolve o uniforme, o material, as tarefas, as notas, o comportamento. Tudo isso exige muita dedicação. Mas ainda dá tempo de passar aquela camisa social do marido e fazer o seu prato preferido para o jantar. Outras mulheres, por necessidade ou desafio pessoal, têm uma carreira profissional paralela. Como o mercado de trabalho é exigente, elas empenham-se ao máximo para alcançar excelentes posições e boa remuneração. Isso sem falar nos cursos de atualização, o inglês, as palestras...
Não podemos nos esquecer de outro item importante para as mulheres: a aparência. Toda mulher está inteirada das últimas dietas, dos lançamentos em cosméticos, do mundo ‘fashion’. Não se descuida do cabelo, das unhas, não perde aula na academia, acompanha as novidades das revistas, novelas e programas femininos. Ufa! Não é fácil ser uma mulher realizada hoje em dia!
Mas esperem aí! A realização da mulher está nisso? É isso que significa realização para você? São todas estas ocupações que trazem sentido para a vida e ocupação do tempo, da mente e do coração? Precisamos tomar cuidado: podemos estar elegendo ídolos no lugar. A idolatria não é só a adoração de imagens, e sim confiar em algo ou alguém, que não seja Deus, para nos tornar felizes.
Veja o que diz Mateus 6.21: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” E no versículo 33 também somos alertados: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.”
Tudo aquilo que concorre ou ocupa o lugar de Deus em nosso coração é chamado de idolatria na Bíblia. Veja bem, aquilo que nós queremos não é necessariamente pecado. Tudo o que foi listado no início deste texto é legítimo. Mas a intensidade com que buscamos essas coisas nos leva ao pecado da idolatria.
Para saber onde está o nosso coração, é necessário responder: O que mais queremos e desejamos? O que mais nos preocupa? Onde mais temos investido o nosso tempo? Quais as nossas reais necessidades? O que mais tem valor para nós nessa vida? Em que ou em quem confiamos? A quem queremos agradar? O que nos dá maior prazer e alegria? As respostas sinceras a estas perguntas nos ajudarão a fazer um diagnóstico correto do nosso coração.
Como derrotar estes ídolos do coração?
Deus nos chama a enterrar os ídolos ao pé da cruz de Cristo. Deixemos Jesus moldar nosso caráter e nossas vontades, e entreguemos nosso caminho a Ele. Chegou a hora de nos dispormos a servir mais a Deus, e menos a nós mesmos. Nós criamos os nossos ídolos, e somos nós que decidimos eliminá-los de nossa vida. “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento.” Lucas 10.27
À medida que nos arrependemos e buscamos deixar nossos ídolos, nossa paixão por Deus aumenta. Então entendemos porque João, o apóstolo amado, termina sua primeira epístola com este apelo sincero: “Filhinhos, guardem-se dos ídolos.” 1 João 5.21. E Jesus concluiu: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.” Mateus 10.37-38.
